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Sobre · o manifesto

Todo mundo tem (ou já teve) um caderno assim.

Uma frase de filme anotada às pressas, um ingresso colado com durex, uma pergunta sem resposta no canto da página, uma lista de coisas que iam mudar a partir de segunda.

O Recortes Mentais é esse caderno,só que aberto.

Aqui a gente junta pedaços: de psicologia, de saúde, de filosofia, do filme que ficou ecoando, do disco que pensou por você numa terça-feira difícil. E tenta entender o que eles dizem sobre a gente. A mente não é manual de instruções. Está mais para colagem: meio torta, cheia de camadas e bonita justamente por isso.

Aqui a psicologia tira o jaleco, a filosofia desce do pedestal e a cultura pop vira espelho.

Ninguém vai te prometer a sua melhor versão em sete passos. A promessa é outra: ler a ciência com cuidado, mostrar de onde veio cada ideia, rir quando der e não ter pressa quando não der.

E a gente conhece o limite do papel. Isto aqui é conversa, não consultório. Quando o assunto apertar, a gente vai lembrar que existe ajuda de verdade (o CVV atende pelo 188, 24 horas, de graça) e que pedir ajuda também é coragem.

No mais, a regra da casa é a mesma desde o primeiro rabisco: se a vida te der limões... faça um mousse. E se não der vontade de fazer nada, tudo bem também.

Puxa uma cadeira.Às vezes a gente só precisa de alguém para conversar.

o retrato oficial

Quem escreve

Uma pessoa, um caderno e café demais

O Recortes Mentais é um projeto independente de alguém que pensa demais (e às vezes de menos), gosta de psicologia, de cinema e de café, e resolveu recortar essas coisas e colar num caderno aberto.

Aqui ninguém finge saber tudo. Cada recorte nasce de uma pergunta de verdade, passa por livros, artigos e fontes oficiais, e só sai do caderno quando dá pra mostrar de onde veio cada ideia. Quando a dúvida continua, ela fica escrita também.

Nas fotos, quem posa é o Crescêncio. Ele não reclama do ângulo e topa segurar o café.

Retrato de família

A história do Crescêncio

ou: o Crescêncio cresceu

Ele apareceu em 2020: um rabisco roxo, uma lua crescente com um olho maior que o outro, nariz em gota, a boca entreaberta de quem vai dizer “hmm, faz sentido” e um corpo em cone. Virou o rosto do perfil e ficou.

Durante esse tempo todo, ele não tinha nome. Agora tem: Crescêncio (Cresc, pros íntimos). Nome de tio-avô, com a palavra “crescente” escondida dentro.

No redesenho, a gente mexeu no traço e deixou a alma quieta. O roxo elétrico virou roxo de mimeógrafo, aquele das provas da escola. O contorno ganhou cara de caneta-pincel. O cone virou papel dobrado, com borda de adesivo, como se ele tivesse sido recortado do próprio caderno. E o olho maior continua maior: é a assimetria da curiosidade, e essa não se corrige.

Ele é introvertido, curioso, um pouco melancólico, e escuta mais do que fala. O rabisco original não foi apagado: está aqui, emoldurado, que é o lugar de retrato de família.

O Crescêncio original, de 2020: rabisco de uma lua crescente roxa com olhos de tamanhos diferentes, nariz em gota e corpo em cone, sobre fundo roxo elétrico.
Crescêncio, 2020o rabisco original
Crescêncio, hojeo mesmo, recortado

Uma regra só, três momentos

A cabeça é sempre a mesma. O que muda é o cone, conforme a hora em que o caderno está aberto.

  • De dia

    papel dobrado

    a forma de sempre, colada no caderno

  • À noite

    abajur

    no modo escuro, o cone vira a base da luminária

  • No domingo

    taça de mousse

    na newsletter, cheia de mousse de limão

Arquivo

Recortes nº 000

os que deram origem a tudo

Antes do site, antes de o Crescêncio ter nome, teve três posts no Instagram, lá em 2020. Eles ficam arquivados aqui como nº 000. Cada um ganhou um recorte novo, que volta ao assunto com mais calma (e mais fontes).

  1. Recorte nº 000 · Instagram, 2020

    Brilho Eterno era o filme preferido

    Um post sobre Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, o filme preferido de quem começou este caderno. Ele voltou com a pergunta que o filme deixa no ar.

    Revisitado no Recorte nº 003Brilho Eterno: se desse pra apagar alguém da memória, você apagaria?
  2. Recorte nº 000 · Instagram, 2020

    Um retrato de Nietzsche

    Um retrato do filósofo do bigode mais famoso da filosofia. No recorte novo, a gente tira da caneca a frase mais tatuada dele e lê com calma.

    Revisitado no Recorte nº 006“O que não me mata me fortalece”? Nietzsche merecia uma leitura melhor que a da caneca
  3. Recorte nº 000 · Instagram, 2020

    Uma frase atribuída a Chaplin

    Uma frase atribuída a Charles Chaplin. Atribuída, porque frase de internet é assim: a gente confere antes de colar. O recorte novo fala do humor como defesa.

    Revisitado no Recorte nº 009Rir pra não chorar: o que Chaplin sabia sobre o humor como defesa

Política editorial

Como a gente escreve

Recorte bom tem fonte, cuidado e errata quando precisa. Estas são as regras da casa, à vista de todo mundo.

Fontes e revisão

  • Todo recorte diz de onde veio: autor, ano e link, na seção “Fontes e leituras”, no fim do texto.
  • A gente diz o tamanho da evidência: se é um estudo só, se é preliminar, se já é consenso ou se ainda tem briga entre pesquisadores.
  • Termo técnico é traduzido na mesma frase em que aparece.
  • Opinião vem marcada como nota de margem, pra não se passar por ciência.
  • Antes de publicar, números, citações e referências são conferidos no original. Só aí o texto ganha o carimbo “revisado com fontes”.

Saúde mental e suicídio

  • Seguimos as recomendações de comunicação responsável da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do CVV.
  • Texto sobre tema sensível tem aviso de conteúdo no topo e caixa de cuidado no fim, com o CVV (188), o SAMU (192) e o caminho pra outras formas de ajuda.
  • A gente não descreve métodos, não romantiza o sofrimento e não trata suicídio como espetáculo nem como saída.
  • Ninguém é diagnosticado à distância: nem você, nem celebridade, nem personagem de série.
  • Linguagem de pessoa, não de prontuário. E o Crescêncio não faz graça quando o assunto é crise, luto ou violência.

Errata colada

  • Errou, corrigiu, avisou. Nada é mudado em silêncio.
  • Correções importantes aparecem numa “errata colada” ao pé do texto, com a data e o que mudou. O recorte também mostra quando foi atualizado.
  • Achou um erro? Manda pra gente em Conversas. Errata também é conversa.

Publicidade e parcerias

  • Se houver publicidade, parceria paga ou link de afiliado, isso vai estar escrito com todas as letras, logo no começo, e não escondido numa hashtag no fim.
  • Parceiro não lê antes, não aprova texto e não escolhe a conclusão.
  • A gente não divulga promessa de cura, diagnóstico rápido, fórmula milagrosa nem guru.
  • Imprensa e parcerias: contato@recortesmentais.com. A identidade visual está no brandbook.

Pra não ter mal-entendido

O que a gente é e o que não é

  • éconversa

    não éconsultório

  • écuriosidade

    não écoach

  • érecorte, um tema por vez

    não étratado nem manual de instruções

  • écompanhia pra pensar

    não édiagnóstico, receita ou promessa de cura

  • écultura pop como espelho

    não éisca de clique

Se o que você está sentindo pede mais do que um texto, procure ajuda profissional. A gente juntou os caminhos (do urgente ao gratuito) em Precisa de ajuda?

Contato e redes

Puxa uma cadeira.

Só alguém para conversar.

E todo domingo que tiver recorte bom, tem Mousse de Domingo na sua caixa de entrada.